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21/10/2003-15:12:25
FEMININO
 






Surfista garante também título da SuperTrials em dia que a vice-campeã Alcione Silva emociona com sua luta para continuar nas competições.

Thais Tedesco, Surf Reporter/Camera Surf, ficou em 2º na categoria Longboard.



A cearense Silvana Lima venceu neste domingo, na Praia da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, a terceira e última etapa do Circuito Petrobras de Surfe Feminino, garantindo o bicampeonato da competição e da SuperTrials, a divisão de acesso do surfe brasileiro. Silvana derrotou na final a potiguar Alcione Silva, repetindo assim o resultado da segunda etapa, em Maracaípe, Pernambuco, mas o título do circuito chegou já na semifinal, num duelo cearense. A campeã passou pela conterrânea Tita Tavares, até então líder do Petrobras de Surfe Feminino e pôde comemorar. Tita e Suelen Naraísa, derrotada por Alcione na outra semifinal, dividiram a terceira colocação.


A tensão tomou conta das areias quando as duas meninas que estão dominando o surfe brasileiro neste ano entraram na água. Tita, que já garantiu o título do SuperSurf por antecipação, e Silvana, que lutava pela coroa do SuperTrials e do Circuito. Silvana competiu mais solta e contou com a sorte para achar as melhores ondas, que estavam com cerca de meio-metro e inconstantes, dominando a bateria do começo ao fim. Silvana acredita também que o fato de sua adversária ter competido sem o strep (cordinha que prende a prancha ao pé da surfista) a deixou com menos confiança.



Existe um respeito muito grande entre nós duas. O mar estava bem complicado e acho que Tita ficou preocupado em parder a prancha e isso me ajudou. Não esperava ganhar dois títulos importantes de uma só vez”, disse Silvana, lembrando que teve sorte na escolha de ondas.



Cada bateria é uma história e desta vez, infelizmente faltou sorte para mim”, confirmou Tita.



As duas, agora, partem para um desafio comum. Conseguir bons resultados nas duas etapas da World Qualifying Series (WQS), a segunda divisão mundial, do Havaí para conseguir uma vaga no World hampionship Tour (WCT) de 2004, se juntando a catarinense Jacqueline Silva, vice-campeã do mundo em 2002 e integrante da elite do surfe. Experiência pelo menos não falta a Tita, que já disputou o WCT e venceu duas vezes a etapa de Haleiwa.



Apesar de toda a festa para Silvana, a surfista que mais ganhou reconhecimento foi Alcione Silva. Campeão mundial amadora em 2000, em Portugal, ela está sem patrocínio e não tem como competir fora de Natal. Ela não participou da primeira etapa e conseguiu disputar a segunda porque vendeu uma televisão para custear sua ida a Pernambuco. Alcione recebeu a ajuda de um amigo para poder vir ao Rio, de ônibus, numa viagem de três dias, e iria dormir no palanque da competição, pois não tinha como pagar hotel, se não fosse a longboarder Cris Pires, que a recebeu em casa.



Nas duas etapas que competiu, Alcione ficou na segunda colocação, e estava muito emocionada no pódio, quando falou um pouco de suas dificuldades:



Eu já tinha desistido de competir, mas meus pais me deram muita força, dizendo que eu tinha de ir atrás do meu sonho. Por isso vendi a televisão para ir a Maracaípe e vim para o Rio disposta a dormir no palanque”, revelou Alcione, que mesmo antes da bateria final recebeu o apoio de Silvana.



A Alcione é uma guerreira e merece todos os aplausos. Antes da final disse que isso para ela, que ela não pode desistir”, disse Silvana.



Nas categorias mirim (até 16 anos) e open, que brilhou foi a paulista Luiza Romann, vencendo as duas, deixando em ambas Gabriela Teixeira, do Rio de Janeiro, em segundo. A paraibana Diana Cristina, de apenas 13 anos e descendentes de índios potiguara, da Paraíba, ficou em terceiro na mirim e em quarto na open. No longboard, a carioca Mainá Thompson venceu a etapa e também conquistou o bicampeonato do Circuito. Em 2º, ficou a atleta Surf Reporter/Camera Surf, Thais Tedesco, que confirmou a boa fase que vem passando ao subir mais uma vez ao podium na temporada 2003.



A decepção de Diana foi compensada com sua vitória numa bateria especial, que reuniu quatro gerações de surfistas. Diana ficou em primeiro, com Renata Borges, primeira campeão do Brasil, em 86, em segundo, Brigitte Meyer em terceiro, e Eliane Oliveira, uma das pioneiras do esporte, em quarto.



O Circuito Petrobras sorteou uma passagem para o Havaí entre as profissionais que disputaram as três etapas e a vencedora foi Bruna Queiroz.



Resultados



Profissional



1. Silvana Lima (CE)

2. Alcione Silva (RN)

3. Tita Tavares (CE)

3. Suelen Naraísa (SP)



Longboard



1. Mainá Thompson (RJ)

2. Thaís Tedesco (RJ)

3. Ângela Bauer (RJ)

4. Rita Helena (SP)



Open



1. Luiza Romann (SP)

2. Gabriela Teixeira (RJ)

3. Flávia Soares (SP)

4. Diana Cristina (PB)



Mirim



1. Luiza Romann (SP)

2. Gabriela Teixeira (RJ)

3. Diana Cristina (PB)

4. Nyorai Bettero (SP)



Ranking Circuito Petrobras de Surfe Feminino após três etapas



1. Silvana Lima (CE) – 4.005 pontos

2. Tita Tavares (CE) - 3.690

3. Andréa Lopes (RJ) e Suelen Naraísa (SP) – 2.925

5. Thaís de Almeida (RJ) – 2.873

6. Jacqueline Silva (SC) – 2.595

7. Alcione Silva (RN) – 2.580

8. Juliana Guimarães (RJ) – 2.505

9. Brigitte Meyer (RJ) – 2.341

10. Francisca Pereira (SP) – 2.010

 

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