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18/11/2003-09:08:19
Big waves
 

Adrenalina pura. Essas são as duas palavras que retratam a superprodução da Billabong Odyssey que acaba de chegar às telas dos cinemas nos EUA, e que conta com a participação na produção do Estudios Mega, do Brasil.

Fui ao cinema com alguns amigos: Romeu Bruno, o havaiano Love Hodel, o produtor e cinegrafista Dave Homcy - que participou da equipe de filmagem na Austrália e foi o produtor das imagens do filme 007 rodado em Jaws - além da surfista canadense Andrea. Boa equipe para uma análise detalhada.

A primeira imagem que aparece na grande tela
já cria um frio na barriga. Eu estava no canal em Jaws e vi na minha frente Mike Parsons tirar a única nota 10 da Tow-In World Cup.

Mas o ângulo filmado em 16mm do helicóptero é sensacional e vai tirar a respiração da galera quando o filme chegar ao Brasil.


A história é baseada na busca pela mística onda de 100 pés e a equipe viaja ao redor do mundo: Australia, Europa, Tahiti, Califórnia e Hawaii.

O treinamento de resgate, comandado pelo renomado waterman havaiano Brian Keaulana, foi filmado e mostra como se ''afina'' as qualidades de experientes big riders como Mike Parsons, Peter Mel, Brad Gerlach, Shane Dorian, entre outros, especialistas na arte do resgate e no ressuscitamento pulmonar em situações críticas.

A superprodução apresenta ao público os dois principais nomes (surfistas) escolhidos pelo diretor Bill Sharp, Mike Parsons e Brad Gerlach, mostrando desde as primeiras ondas surfadas, passando pela carreira profissional no Tour da ASP, terminando na busca deles pelas maiores ondas do mundo.

Na seqüência, eles não tiveram muita sorte na Austrália e Europa, pois as condições não foram as esperadas.

Mas, em compensação, as ondas surfadas no Tahiti e Cortez Bank deixam qualquer mortal adrenalizado. Agora, Jaws é sem dúvida o ponto alto do filme.

As imagens colhidas pelos Estudios Mega na Tow-In World Cup são provavelmente as mais espetaculares da história internacional do surf-competição.

Porém, uma cena vem sendo criticada. Na parte final, filmada durante a primeira versão do mundial de Tow-In, em 2001, dá-se a entender que a final do evento aconteceu entre as duplas Mike Parsons e Brad Gerlach contra os brasileiros Carlos Burle e Eraldo Gueiros.

Na verdade, estas duplas ficaram em segundo e terceiro lugares. Porém, ao final do filme, Rodrigo e Garrett aparecem levantando o caneco de campeões.

O formato do evento era bateria formada por três duplas. E elas entravam na água por duas vezes. Quem surfava primeiro, puxava o companheiro na segunda bateria. A dupla que somasse o maior número de pontos nas duas apresentações tornava-se campeã. Foi assim que Resende e Garret faturaram o título.

Garret e Rodrigo também não aparecem surfando. A única onda exibida de Garret é a do tubo do ano passado, no free-surf.Na minha opinião, houve uma certa jogada, afinal, Parsons é patrocinado pela Billabong.

Apesar disso, o filme me deixou orgulhoso de ser brasileiro, porque Burle e Eraldo mostraram toda a ginga e garra tupiniquim nas maiores e mais pesadas ondas do mundo e estão de parabéns.

Segundo Rosaldo Cavalcanti, idealizador e organizador do evento com o também carioca Jorge Guimarães, o Estudios Mega, co-produtor do filme e patrocinador do Tow-In World Cup, esse foi um trabalho "pioneiro no segmento, ao patrocinar e filmar as maiores e melhores ondas já surfadas em um evento de surf no mundo. Os brasileiros podem se orgulhar de fazer parte da história do surf internacional''.

Meus companheiros naquela noite, Love Hodel, Romeu, Dave e Andrea também fizeram críticas, porém, foram unânimes ao dizer que a adrenalina tomou conta dos corpos naquelas duas horas.

Não deixem de ver assim que chegar no Brasil... É adrenalina pura.

Fonte: Waves.
 

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