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19/11/2003-14:17:01
Competição
 

Na busca por seis vagas para o Mundial em janeiro na Austrália, surfistas brasileiros da nova geração se enfrentam a partir desta quinta-feira (20/11) na praia de Maresias, em São Sebastião, a segunda e decisiva etapa do Billabong Pro Júnior.

A competição, exclusiva para competidores com até 20 anos de idade, é realizada em todos os continentes e seleciona as 48 melhores “promessas” do surfe mundial, que estarão se encontrando num evento único, uma espécie de WCT Júnior.

O campeonato foi desenvolvido pela Association of Surfing Professionals (ASP), que comanda o surf profissional mundial em 98, com a proposta de criar uma estrutura para os novos talentos. Até agora foram quatro disputas. O primeiro campeão foi o havaiano Andy Irons, que quatro anos depois também garantiu o título máximo do esporte, o WCT, dando mostras que a idéia é certa.

Só para ter um exemplo de que o incentivo é total, dos seis brazucas que integraram o time no primeiro mundial, quatro têm passagens pelo WCT. O pernambucano Paulo Moura, campeão do Billabong Pro Junior Brasil, é o melhor representante do país na elite mundial neste ano. Raoni Monteiro, do Rio de Janeiro, é a nova força verde e amarela na competição a partir de 2004, enquanto que o potiguar Marcelo Nunes e o carioca Yuri Sodré já integraram o WCT. O Brasil já chegou ao lugar mais alto do pódio do Mundial Pro Júnior, em 2001, com o também carioca Pedro Henrique.

Neste final de semana, os atletas precisam ficar entre os seis melhores do ranking. Competidores de pelo menos 10 Estados estarão na briga, mesclando a experiência com as revelações. O pernambucano Bernardo Pigmeu e o alagoano Marcondes Rocha disputam o Billabong Pro Júnior desde a primeira edição em 98. Pigmeu, inclusive, fez parte da seleção brasileira no Mundial no Hawaii, parando nas quartas-de-final e no ano passado foi o vencedor da etapa em Maresias.

Marcondes, único atleta que faturou todos os títulos, do Iniciante ao Open, no Brasileiro Amador, tem expectativas de garantir a vaga pela primeira vez. Na etapa de abertura, também em Maresias, ele foi o sétimo colocado.

O paranaense Jihad Kohdr, campeão ano passado (quando o mundial foi cancelado), figura entre os grandes cotados. Também merece destaque Bruno Santos, do Rio de Janeiro, melhor brasileiro no Mundial de 2001, na Austrália, ficando em quinto lugar.

Os quatro já disputam o Circuito Mundial WQS e têm uma vivência maior com campeonatos internacionais. Outros começam a dar as primeiras manobras em disputas maiores, como o paulista David do Carmo, que sonha com o título geral para poder assegurar a passagem aérea para a Austrália, oferecida pelo evento. “Vou de qualquer jeito. Nem que seja de ônibus”, brinca o surfista, que na etapa inicial foi a grande revelação, ficando em 3º lugar.

A lista de cotados é grande. Além de Pigmeu, Marcondes, Jihad, Bruno e David, aparecem entre os principais os cariocas Gustavo Fernandes, Leandro Bastos e Simão Romão; os catarinenses Thiago Bianchini, Michel Flores e Ricardo Wendhausen; os paulistas Bruno Moreira, Ricardo Ferreira, Cássio Sanches, Adriano de Souza, Gilmar Silva, João Sant’ Anna, Diego Santos, Hizunomê Bettero, Edgley Santos, Vitor Farias, Heitor Pereira e Júnior Farias; e os cearenses Martins Bernardo, Adilton Mariano, André Silva e Pablo Paulino; e os baianos Dennis Tihara e Léo Hereda.

Destes, a lista de títulos é grande. Adriano de Souza, o Mineirinho, por exemplo, foi o surfista mais jovem do Brasil a ganhar uma etapa do circuito brasileiro Profissional, com apenas 15 anos; Thiago Bianchini é o atual campeão nacional Open; Júnior Farias foi o 5º colocado no Mundial Mirim da ISA, na África do Sul e também assegurou os títulos paulistas Júnior e Mirim; Simão Romão foi campeão brasileiro Open e Júnior em 2002; enquanto que Adilton Mariano detém o recorde da maior onda surfada na Pororoca, em plena selva amazônica.

“Competidores de alto nível não faltam. O Brasil é rico em formação e revelação de talentos e o Billabong Pro Júnior tem um papel muito importante de dar essa estrutura para que os atletas comecem a carreira profissional”, comenta Daniel Friedmann, diretor técnico do Bilalbong Pro Júnior. Vale destacar que além das vagas, estará em jogo o título sul-americano pro júnior. Na etapa, o vencedor vai faturar US$ 1,2 mil, dos 5 mil oferecidos aos melhores.

Há, ainda, os prêmios extras - Bleat Air Show, com mil reais para o aéreo mais radical numa bateria especial, e a Red Beach Best Wave, oferecendo R$ 500 para a melhor nota do evento. Já o campeão do ranking ganha como bônus uma passagem aérea para a Austrália facilitando a sua participação no Mundial, que será realizado entre os dias 1º e 8 de janeiro em North Narrabeen, New South Wales.

Fonte: Waves.
 

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