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12/04/2005-08:51:33
Revista Fluir
 

A edição de Abril da revista de surf mais lida no país traz o potiguar Marcelo Nunes na capa.
Numa foto irada o potiguar é mais uma vez capa mostrando todos os seus patrocínios estampados na prancha.
Marcelo Nunes é o único representante do Rio Grande do Norte na elite do Surf Mundial (WCT) e segue, empatado com de Neco Padaratz, como o melhor brazileiro na competição até o momento.
Na segunda etapa válida pelo WCT 2005, Marcelo Nunes foi um dos destaques até a terceira fase, quando foi eliminado e saiu do mar reclamando muito. Ele e outros brasileiros têm reclamado que são julgados em suas baterias com diferença para os "gringos".
Na bateria em questão o potiguar competia contra o australiano Luke Egan e disputando onda a onda, com liderança do australiano até que os dois vieram numa outra boa série que entrou faltando 8 minutos para o fim da bateria. Nunes continuou variando as manobras para cumprir o novo critério utilizado no julgamento e com batidas, floaters, rasgadas, recebeu 8,60 pontos, mas na onda de trás Luke Egan usou sua característica força nas manobrar e ganhou 8,37 pontos.
O potiguar não se conformou com a nota do seu oponente, gesticulou com sinais de protesto para os juízes, jogou sua prancha no mar com raiva e abandonou a bateria, que acabou definida por uma pequena diferença: 17,97 x 16,30 pontos.

“O critério de julgamento mudou, mas parece que não mudou, porque a gente dá batida, floater, rasgadas, aéreos e os gringos só vem dando batida e tiram notas maiores”, protestou Marcelo Nunes, momentos depois em entrevista transmitida online pela Internet.
“A gente até comenta que parece que o critério só mudou para nós brasileiros. Eu acho que existe muita discriminação contra nós. Estou só há quatro anos no WCT e já vejo isso, imagina como sofreram os outros brasileiros que está há muitos anos nessa batalha. Só que não adianta reclamar mais, tem que jogar o jogo deles. O Renan Rocha virava a bateria contra o Sunny Garcia na repescagem na última onda dele, mas os juízes também não deram. Estou há quatro anos no circuito e não consigo passar da terceira fase? Quer dizer, até ganho, mas eles não me deixam passar, como fizeram hoje aqui com as notas que deram para o Luke Egan”, lamentou Marcelo Nunes.

SurfByte
 

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