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19/10/2005-17:39:05
De olho no futuro
 

Por Freire Neto

Aos 25 anos, prestes a completar 26 no dia 24 de outubro, o potiguar Marcelo Nunes completa sua quarta temporada na elite mundial do WCT, ao lado dos 46 principais atletas do mundo.

Depois de seis meses viajando entre Austrália, Tahiti, Japão, Europa e Estados Unidos, Nunes conseguiu uma semana de folga e veio para Natal, Ponta Negra, aproveitar uns dias com os amigos, parentes e a namorada.

Na última terça-feira, ele apresentou seu primo e pupilo, John Max, 14 anos, recém contratado pela Mormaii.


"Fiquei muito feliz com a notícia. O Leninho (como Marcelo o chama) é muito promissor e esse trabalho da Mormaii é importante para dar oportunidade para jovens que buscam uma oportunidade na vida, fazendo o que gosta. Ele tem o talento, agora vai precisar ter a cabeça no lugar e aproveitar as oportunidades", comentou orgulhoso.

"Quem me ensinou a surfar foi o pai dele, Júnior Barraca. Que tinha esse apelido, porque a minha avó tinha uma barraca aqui em Ponta Negra", contou Nunes. Sempre que está em Natal, Marcelo passa algumas dicas e ensinamentos para John Max.

A revelação do surf potiguar é destaque do Circuito Ecológica/Mormaii, um dos principais campeonatos do Nordeste, nos últimos três anos, que é realizado em Natal, graças ao empenho dessas duas empresas.

São R$10 mil reais em prêmios distribuídos em cada etapa. Em 2005, John está em segundo na categoria Mirim, e já garantiu o quarto lugar no campeonato Brasileiro, após quatro etapas.

O resultado expressivo para o surfista de Ponta Negra garantiu uma vaga para os Jogos Mundiais Amadores (Isa Games). Contudo, a mãe do adolescente morava atrás da casa de Marcelo Nunes, e não tinha endereço fixo. Nenhum boleto de pagamento ou conta era no nome dela, e John Max não obteve o visto para participar da competição.

"Fiquei triste, mas não posso me abater com isso. Outras oportunidades virão e vou lutar por elas. Esse apoio da Mormaii está sendo fundamental para mim e tenho certeza que é só o começo", comentou o surfista.

Ponta Negra já revelou vários talentos para o surf mundial, como Aldemir Calunga, Joca Júnior, Danilo Costa e Marcelo Nunes, entre outros. E a safra de surfistas profissionais tem tudo para aumentar, graças ao empenho dos próprios atletas, e das empresas parceiras do surf.

"Os campeonatos são fundamentais e a consciência das empresas e de nós surfistas também. Mas os atletas precisam ser profissionais, responsáveis e aproveitar as oportunidades certas", disse Marcelo Nunes, que ajuda os meninos da Vila de Ponta Negra.


"A gente faz o que pode. Mas com certeza, empresas e os nossos governantes poderiam fazer ainda mais. O que seria de mim se não fosse o surf? Não gosto nem de pensar", confessa Marcelo, feliz com a iniciativa da Mormaii, que acolheu o seu pupilo na equipe.

Neste domingo, Nunes parte para mais uma maratona de competições. "Agora estou correndo para me manter entre os 27 melhores do WCT. Para isso, preciso de um quinto lugar em uma das duas etapas finais: Brasil ou Hawaii", disse ele, que prefere garantir a vaga no Brasil.

"Disputar uma competição no Brasil é bem melhor. Além de conhecer o mar e as ondas, a torcida te apóia e torce muito. São diferenciais que preciso aproveitar para conseguir um bom resultado", completou. A etapa brasileira do WCT será entre os dias 31 de outubro e nove de novembro, em Florianópolis.

John Max e toda a torcida potiguar seguem na expectativa e na corrente positiva para que o surfista obtenha sucesso e quem sabe não vença uma dessas etapas que serão disputadas no Brasil. "Acompanhamos sempre o desempenho dele pelos jornais e TV. Vamos torcer muito daqui", disse Max.

Fonte: Waves
 

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