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16/08/2006-09:33:54
Surf Solidários
 

Por Chico Padilha


O Taití do paraibano "Valdí" (na realidade Valdir Moreira Silva) foi aquele na Praia do Francês, Alagoas, no final dos anos 80, mar clássico que mereceu referência na sessão nordeste da breve "Surfer" brasuca, era nota com declaração do surfista cuja performance, em pleno feriado do dia do trabalho, mereceu o mesmo score dez daqueles dias clássicos: Carlos Burle, pernambucano trabalhador do surf, há muito big-rider.
O Taití do potiguar Calunga (na realidade Aldemir Marques Júnior) é a Polinésia francesa mesmo, ou o mexicano Puerto, a havaiana Pipe ou algum pico da Indonésia.
Em tubos, Calunga já justificou a bem feita transição de competidor para freesurfer.
" Tô gostanto dessa história de me chamarem de big rider não !" disse o local de Ponta Negra há alguns anos durante caída matinal na Praia do Amor da Pipa, o conhecido "afogados" de surfistas como ele, agora também hospedeiro neste que é em um dos paraísos potiguares.
Valdí é originalmente técnico em radiologia, e migrou das torções e fraturas para o famoso Bar do Surfista paraibano depois que a urbanização dificultou a permanência do "pneu de suporte" da sua renda, o trailer "Rango Loose", parado lá mesmo em Cabedêlo, mas exatamente na orla de Intermares, no Mar do Macaco, dono de ondas urbanas para surfistas como ele que oferece gratuítamente água mineral no Bar do Surfista de Valdí, pioneiro na proteção ás tartarugas urbanas e vitalício integrante da valorosa ONG Guajirú.
A mais nova "invenção" de Valdí é somar no resgate das crianças de rua locais, desassistidas pela pobreza, alcoolismo dos pais, falta de políticas públicas, mas incentivadas na prática saúdavel do esporte Surf que é a marca registrada da praia na qual Fábio Gouveia, surfista e pai exemplar, já foi morador.
José Francisco, o "Finim", é um garoto que definitivamente a desesperança perdeu para a solidariedade.
Freqüentando regularmente colégio, recebendo performáticos carões de Valdí para fazer bem a lição do colégio e do surf, Finim compete e vence já merecendo elogios do veterano campeão Brainer Brito, bem sucedido
pelo sobrinho Bruno, também Brito, também campeão.
O elogio recente de Brainer foi ao assistir Finim vencer domingo passado no Mar do Macaco, onde aconteceu a segunda etapa do VIII Surf Escola, iniciativa do shaper Raul Coelho que prosperou sem nunca faltar o apoio da PBSurf, entidade dona de conquistas e dificuldades que executa seu nono circuito tendo no comando Alexandre Palitot.
José Francisco para vencer a infantil deixou em segundo o favorito e igualmente talentoso Carlinhos Fenning, mais novo púpilo potiguar de Calunga e tutelado nas incursões á Paraíba por Jerônimo Vilar, que viu com olhos de um pai do surf natalense a categoria mirim ser vencida por Fenning, que ainda infantil justifica a presença na sua prancha de adesivo Greenish igual aos que os júniores Charles Brow do Ceará e Raphael Seixas da Paraíba exibem.
Já o paraibano Finim integra este ano ao Bolsa Atleta de seu estado, programa ampliado em 2006 no números de surfistas assistidos em valores mínimos.
Ampliação elogiada e resultante do crescente retorno dos primeiros indicados, da existência de uma entidade legal, a PBSurf, e da boa articulação de Alexandre Palitot, tendo ele sido sempre criterioso em suas indicações das quais resultaram vantagens para a renovação e evolução do surf paraibano em sua administração, marcada em anos anteriores por inédita etapa do Brasileiro Profissional que abriu ano finalizado com uma inédita etapa toda realizada em praia pertencente a reserva indígena de Baia da Traição.


Inicialmente bi-campeão júnior da Paraíba (1998/1999), Jano Belo foi este ano meritóriamente incluído no Bolsa Atleta por critérios de resultados profissionais, estando ele na mesma categoria de bolsa recebida pela conterrânea Tininha.
Jano e Tininha trilham um vitorioso caminho no surf da Paraíba, possuidora - não de agora- do slogan "escola de campeões", mas cujas dificuldades ao longo da estrada são potencializada por boas praias remotas, pouco e raros investimentos de marcas e pequeno mercado, que por vezes sensibilizam patrocinadores e terminam atraindo o que de melhor o surf competição nordestino possui: seus excelentes atletas, a exemplo do cearense Fábio Silva, do potiguares Danilo Costa e Crisna de Souza, ela novo nome do Rio Grande do Norte na restrita galeria de campeãs do Brasil Tour.

As provas, sejam na verdadeira e necessária escola fundamental ou nos campeonatos, são a resultante do ensino e aprendizado, sendo Finim e Valdí aluno e diretor na Paraíba, a exemplo de Fenning e Calunga no vizinho Rio Grande do Norte.

Sorte do surf eles existirem!
 

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