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03/10/2007-10:34:20
Pororoca
 

Por: Marcelo Bibita e Glauco Vaz
Fonte: CearaSurf.com.br

No último dia do evento um astral magnífico se estabeleceu em todos. As lanchas (conhecidas como voadeiras) estiveram impecáveis, os pilotos tranqüilos, o pessoal do GTA-MA (Grupamento Tático Aéreo) voltou a nos apoiar após terem saído em missão urgente no dia das semifinais. A harmonia entre todos; publico, atletas, comissão técnica, imprensa, produção e natureza foi o marco principal deste dia de encerramento do primeiro desafio feminino de surf na pororoca.

Saímos do “Curral da Igreja”, que é o ponto de partida das lanchas, por volta das 7:30hs, a estimativa da passagem da pororoca no local da final era por volta das 8:30hs. Todos a postos: Lancha das atletas finalistas Krisna de Souza e Tita Tavares junto com o presidente da ABRASPO Noélio Sobrinho, na minha lancha: Juliana Guimarães, Brigitte Meyer e Andréa Lopes, noutra Laila Werneck, Dani Monteiro e Claudia Gonçalves guiadas por Glauco Vaz, uma lancha com a comissão técnica (Denis, Jerônimo, e André “Deca”), outra lancha com a TV Mirante, TV Difusora, e jornais locais, além do helicóptero do GTA com o Márcio (Cinegrafista do Esporte Espetacular) e o fotógrafo especialista em pororocas Rick Werneck...Ufa!...Espero não ter esquecido ninguém!

Partimos então;
Quando chegamos ao local predeterminado fomos até uma das margens para aguardar um pouco economizando combustível, pois depois da final queríamos surfar todas as bancadas possíveis rio acima.

Nisto Glauco partiu com as meninas para ver a onda do CORREDOR DA MORTE, que desta vez não foi usado durante o evento devido ao iminente perigo, pois o canal estava muito raso, o que tornava o resgate muito complicado e perigoso para a embarcação. Mesmo assim, tentaram fazer o surf só depois que o Glauco solta as meninas na onda é que vim saber que Claudinha ainda conseguiu fazer um surf por algum tempo, já Dani Monteiro tomou um vacão animal, o Glauco por muito pouco não foi engolido pela pororoca não fosse sua experiência com certeza até agora estaríamos a procurar pela voadeira dele. Por conta disto as meninas ainda ficaram à deriva no meio do rio sozinhas uns 15 a 20 minutos que foi o tempo necessário para Glauco sair da zona perigosa e voltar para resgatá-las.

Todos reunidos novamente quando a onda se forma na bancada da final. O ataque preciso feito pelo piloto Iran guiado por Noélio, colocou as meninas um pouco na espuma o que garantiu que ambas pudessem fazer o surf. Desta vez Tita ficou na parte mais externa da onda enquanto Krisna ficou mais no espumeiro, o vento forte dificultava bastante, pois deixava a onda super mexida, e mesmo pequena a onda exigia muita habilidade por parte das atletas.

Tita que já conhecia bastante aquela bancada começou bem a bateria, porém muito cautelosa, sua prancha estava muito grande para aquelas condições e os bumps (ondulações causadas pelo vento e pelas lanchas) podia a qualquer momento jogá-las fora da onda. Mesmo assim Krisna parecia estar surfando na praia dos Artistas, com uma prancha muito bem escolhida para aquelas condições surfou de maneira impecável, radical e veloz, mandando batidas arriscadíssimas e fazendo as curvas certas com muita pressão, já a Tita que dispensa comentários quanto ao seu enorme talento, surfou bastante, mas pagou o preço por estar com o equipamento errado para aquelas condições, teve que fazer uma linha muito conservadora, inclusive Krisna ainda perdeu a onda e Tita continuou mais um pouco, só que mesmo assim não deu para suplantar o surf que Krisna havia feito. Resultado: Krisna campeã do primeiro desafio feminino de surf na pororoca.

Após a final fomos surfar as bancadas mais acima, e nestas vimos coisas muito loucas como o sufoco de Brigite no ”Deus nos acuda”, o olhar de felicidade dela toda enlameada nos contando como foi sua experiência, a cara do Deco quando sua lancha encalhou num banco de areia e ele teve que pular da lancha e segurá-la por uma corda para que a mesma não virasse, o crowd de locais surfando a bancada do “se amostra”, o surf de lancha do seu Ladi, e o encontro da Laila com o Jacaré.

É isso aí galera já estou com saudade da pororoca, espero que vocês tenham gostado de ouvir estes pequenos relatos do que acontece por lá, e olha que eu não falei da sucuri que marcou uma touca e morreu, do General da pororoca, etc. Quero aqui deixar meu agradecimento especial a Jerônimo Júnior e toda sua família, a Ricardo Fernandes, Noélio Sobrinho, Laila e Rick Werneck, ao GTA, todos pilotos e demais pessoas que tornaram possível realizar-mos mais este evento.

Por: Marcelo Bibita e Glauco Vaz
Fonte: CearaSurf.com.br
 

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