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07/10/2007-09:52:17
SuperSurf
 

Por: Maria Clara Amado Martins, Rio.

Atletas de alto nível, surf de elite, grandes ondas, festa... e contradições !


Quem assistiu não esqueceu. Mais uma vez a Barra da Tijuca confirmou a fama de Maracanã do Surf e o carioca pode mostrar a sua capacidade de receber bem os melhores do Brasil.

A etapa da Barra da Tijuca - 2007 começou com a polêmica da prancha do Jihad Kohdr com a estampa de Osama Bin laden, retirada a pedido de seus patrocinadores. Mas Osama é apenas o apelido do surfista.

Tudo resolvido, as ondas demoraram a aparecer... mas não teve problema, pois as primeiras seletivas foram transferidas para o Canto do Recreio (outro belíssimo point de surf do Rio).

Vice-campeã do SuperSurf de 2006, a potiguar Alcione Silva (RN), foi eliminada por Cláudia Gonçalves (SP) , assim como Danilo Costa por Joca Júnior (RN), que foi também eliminado por Lucinho Lima (CE).

No feminino, Krisna Souza (RN) e Diana Cristina, conhecida como “Tininha” (PB) passaram para as quartas com Suélen Naraísa (SP) e Cláudia Gonçalves (SP).

No sábado as ondas da Barra da Tijuca foram à forra, medindo de 1 a 1,5m e formaram o melhor point da cidade... Não precisava dizer o que aconteceu. Praia lotada, surf radical, gente bonita e uma grande cobertura da imprensa. Um SuperSurf alucinante para quem assistia.

No domingo, as finais femininas colocaram frente a frente Diana Cristina (PB), convidada deste ano e Krisna de Souza (RN).

Certeza de espetáculo, a decisão saiu na última onda quando Diana conseguiu uma nota 9,73 com um rasgada fortíssima e uma batida no crítico da onda.

No masculino, com a eliminação nas semi-finais de Marcelo Trekinho e Marco Polo, Jihad Kohdr garantiu o título do torneio, mas não da etapa. A final ficou entre o paulista Renato Galvão e o carioca Guilherme Herdy. Disputa onda a onda, mas Galvão levou a melhor nas suas já famosas esquerdas e aproveitamento máximo da onda até a areia.

O título feminino de 2007 foi vencido por antecipação pela cearense Tita Tavares.

No final houve disputa de melhor manobra – Nescau Expression Session, vencida por Leandro Bastos (RJ), com prêmio de R$ 10.000,00 e apresentação de paraquedistas radicais.

As contradições são duas.
Na primeira, na final feminina, duas gerações, duas representantes do Nordeste, mas, duas realidades diferentes. O governo da Paraíba patrocina sua atleta Diana, dando a ela todas as condições para desenvolver seu surf, o que não acontece com Krisna, que não conta com o apoio de seu estado; a atleta tem o apoio da marca carioca Braz Barros que fabrica pranchas, e conta com o dinheiro de seus prêmios para as viagens e competições internacionais. E o ano que vem promete com o WCT.

Alcione, há 10 anos no SuperSurf também não tem patrocínio. Realizamos uma entrevista (link) com Krisna, Alcione e Diana, onde as atletas abriram seu coração e contaram a luta para representar bem seus estados. Tomara que o governo do Rio Grande do Norte siga o exemplo da Paraíba e cuide das meninas de Natal para que elas possam mais e mais honrar seu Estado. Aqui no Rio de Janeiro elas são respeitadas e aplaudidíssimas nas manobras. Se sem apoio, já fazem o que fazem... imagina com patrocínio.

A segunda contradição é entender porque a premiação masculina na etapa para o primeiro lugar é de R$ 22.000,00 enquanto a premiação feminina para o primeiro lugar é de R$ 6.000,00... Qual é a diferença ?

 

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