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27/12/2007-08:13:18
Entrevista com Phil
 

Por Maria Clara (RJ) com exclusividade para o Surfbyte

2007 – Ano Phil Rajzman. No calendário do Surf é absolutamente correto afirmar isso. Campeão Mundial de Longboarder, ele faturou o título Oxbow ASP World Longboard Championship 2007, na França, Campeão Pan Americano, Campeão da última etapa no Longboarder Classic, na praia da Macumba (RJ), 1o. Waterman do Brasil, e agora Bicampeão do Festival Petrobras.

Vencedor de todos os prêmios que disputou no ano, o surfista já tem uma bela história para contar. Se voltarmos no tempo, encontramos Phil, aos 18 anos (1999), derrotando Joel Tudor, então campeão mundial de Lonboard, no Red Bull International e carimbar seu passaporte para o Hawwaii.

De lá para cá desafios, muita luta, adrenalina, determinação, simplicidade e profissionalismo que são referências para qualquer profissão. O carioca Phil Rajzman concedeu entrevista exclusiva para o site Surfbyte, onde conta um pouco de sua trajetória.

O começo de tudo
E pensar que tudo começou quando a campeã mundial de bodyboardind, a carioca Glenda Kozlowski deu a prancha dela para mim, um garoto de 4 anos brincar. Ali mesmo levantei e usei como uma prancha de surf, começando a minha trajetória. A seguir, estava treinando na Escolinha do Rico, na Barra da Tijuca.

A sua habilidade no Longboard chama a tenção. Você surfa no pranchão, como se estivesse na pranchinha. Isto é um diferencial nas competições?
Começei na pranchinha, mas quando terminava a aula ficava surfando nas marolas com o pranchão, começando aí a adquirir afinidades no longboarder. Comecei a me destacar e logo vieram os primeiros convites e as boas colocações.” Com 14 anos já disputava circuitos mundiais, e ao mesmo tempo comecei a inserir manobras do skate e da pranchinha no long. Considerava importante quebrar o paradigma de que o long é para pessoas mais velhas”.

Este estilo de misturar manobras é vanguarda.
Atualmente uso 3 manobras do skate e da pranchinha no meu surf.

Este ano no Rio de Janeiro, aconteceu pela primeira vez o “1o. Ocean Games Brasil ”, nas modalidades Pranchinha, Kitewave, Stand Up Paddle, Surf de Remada, Longboard. E você venceu. O que é ser o 1o. Waterman no país?
Foi em novembro, na Praia do Pepê, e eu venci três modalidades: Pranchinha, Surf de Remada e Long. Fiquei feliz, pois este formato é inédito no Brasil, mas o mais importante é incentivar a prática esportiva na água e divulgar os esportes do mar.

Apoio da família
Sempre tive apoio da minha família para os esportes (filho do campeão de volley Bernard e mãe campeã de patinação), mas é importante dizer que eles sempre priorizaram os estudos e eu já deixei de cumprir etapas do Brasileiro porque tinha que estudar. Eu hoje dou muito valor para essa postura dos meus pais, porque precisei me superar, e compreendo que não se deve descuidar da educação. Hoje faço Faculdade de Administração e Psicologia.

Qual é a rotina para esta série de títulos?
Depois de uma lesão muscular, precisei criar uma estrutura na minha preparação. Tenho o apoio de um nutricionista, o Dr. Osvino, para manter uma alimentação regrada, e dos fisioterapeutas e professores de Educação Física Pedro Paulo e Patrick. Além disso, diariamente faço natação no mar, da praia da Barra até o arquipélago das Tijucas (2 quilômetros), sem esquecer que, obviamente surfo 3 horas por dia.

Você introduziu na sua preparação equipamentos mais conhecidos no mundo do circo como os “Malabares” e o “ Monkeyboard”. Isso é inédito no surf. Fale sobre isso.
No “Malabares” treino a concentração absoluta e que me ajuda nas horas em que espero a melhor onda, aumenta a paciência. No “Monkeyboard”, eu treino o equilíbrio. Fiz uma adaptação no equipamento e tenho feito demonstrações em academias no Brasil. Já fui na EcoFit em São Paulo e outras academias estão começando a usar. Eu considero o melhor exercício para treinar o equilíbrio sobre a prancha de surf.

Patrocinadores
Por incrível que pareça, este ano estou sem patrocínio, vivendo de premiações. Depois dos títulos deste ano, recebi convites para surfar fora do Brasil. Mas gostaria de continuar no Brasil.

E a campanha “Fica Phil”?
O Sportv lançou este bordão e depois disso tem até uma comunidade no orkut “Fica Phil” . E eu espero que isto movimente as empresas para que eu possa manter a minha estrutura no meu país.

Projetos para 2008.
Conquistar um título que eu não tenho, o Título Brasileiro de Lonboard e conquistar a Olimpíada no Sul da França e, vencer...., vencer.... e vencer .

Competindo já viajou todo o Brasil e conheceu várias regiões. Cite algumas praias do Nordeste que gostou de surfar.
Noronha, Pipa e Maracaípe.

E no mundo ?
As praias da Austrália, onde a favorita é Margareth River. O Hawaii também é inesquecível.

Destaque um surfista do Nordeste.
Sempre admirei o estilo arrojado do Fábio Silva (CE) na pranchinha e que fez etapas do WQS/WCT. Muito arrojado e audacioso.

O que é o Surf para você ?
Tudo. O contato com a natureza e a purificação que o mar possibilita, onde eu encontro o meu equilíbrio, obtenho respostas para a minha vida, tenho intuições e ... muita adrenalina.

Outros esportes.
Qualquer um na água, mas gosto de todos. “Eu acredito que tenho que divulgar os esportes como uma marca, uma mensagem positiva no subconsciente das pessoas. É o “feedback”: dar de volta o que eu tenho recebido. Assim é a vida “

Recado para o Surfbyte.
Um abraço para todos e parabéns para o site por divulgar o surf do Nordeste e do Brasil.
 

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