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18/09/2003-20:08:57
Saúde
 

O Surf é um exercício complexo, que envolve o trabalho de todos os grupos musculares do corpo. O praticante faz força, bate pernas e faz movimentos de braço, o que ajuda na definição de curvas e músculos do corpo. Tal trabalho aeróbico promove o desenvolvimento da resistência cardiovascular. O surf também contribui para melhorar a postura do praticante, já que exige exercício de equilíbrio. O gasto energético de uma hora de surf é de 300 kcal, a mesma quantidade gasta em uma hora de aula de step (exercícios em que se usa uma plataforma para descer e subir).

Dicas nutricionais para praticantes de surf

O Surf é um esporte diferenciado e requer maior jogo de cintura com relação à alimentação principalmente porque é um esporte dentro da água onde o surfista fica horas dentro do mar e depende das condições do mar. Outro fato é que o horário em que os surfistas têm as melhores condições é pela manhã bem cedo, assim, são poucos os que fazem uma pequena refeição antes do surfe, também pelo fato de o esporte ser dentro da água. Não é recomendado para nenhum praticante de atividade física ou atleta fazer exercício em jejum. O ideal é alimentar-se até uma hora antes de entrar na água. Nesse caso, um pão com mel pode ser indicado, ou uma barra de cereais, ou um isotônico ou água de côco, etc. O fato de o surfista ficar horas dentro da água e não poder alimentar-se é um problema, o ideal seria ingerir um alimento de fácil digestão ou líquido isotônico de uma em uma hora.

Performance: A performance dos surfistas na água será diretamente influenciada pela sua alimentação. De forma geral, a prática esportiva pede a ingestão de uma maior quantidade de energia. Normalmente, os indivíduos mais ativos têm mais fome; suficientemente para que eles se abasteçam de maiores quantidade de energia. Em termos qualitativos, hoje ainda não existe um consenso entre os especialistas. Entretanto, uma decisão prudente seria aumentar a ingestão de carboidratos complexos que são os amidos - grãos, cereais, massas, pães, raízes e tubérculos, etc.. Os carboidratos complexos são fontes de energia mais disponível e menos custosa para o organismo. Além disto, estes nutrientes garantirão uma reserva adequada de glicogênio muscular, que será fundamental para manter uma performance satisfatória por mais tempo, além de ajudar a evitar cãibras. Mas não exagere, a virtude está no equilíbrio e o excesso pode sobrecarregar o organismo e vir a prejudicar ao invés de melhorar. A melhor forma de saber se você está fazendo a coisa certa, é não comer mais do que o que o seu corpo está pedindo, ou seja, mais do que a fome. Nos dias que antecedem ou que sucedem uma competição, ou um dia de surf realmente estafante, você pode fazer algumas modificações em sua alimentação. Comer pouca gordura, apenas nesses dias, pode ajudá-lo a manter e/ou recuperar as reservas de glicogênio muscular. As fontes de gorduras são: óleos, margarinas, maionese, carnes gordas, frutos do mar, gema de ovo, laticínios integrais, etc. Logo antes de você entrar no mar, não é aconselhável ingerir qualquer alimento, nem mesmo os conhecidos "sport drinks" como o Gatorade, por exemplo. Por dois motivos: isto poderá causar um desconforto e até mesmo indigestão; além disso, a secreção de adrenalina no sangue, comum durante a prática esportiva, irá inibir a absorção da glicose para as células, ocorrendo uma espécie de "pseudo-hipoglicemia". Se o alimento não for de fácil digestão e absorção, você terá outro problema, o trabalho digestivo desviará energia que seria destinada para o trabalho muscular, piorando a performance. Portanto, a última refeição, deve anteceder, no mínimo, em uma hora da prática do surfe e ser composta de alimento de fácil assimilação, como: frutas, sucos, mel, água de côco ou até algum "sport drink". E, não se esqueça, o surf, como qualquer outro esporte, exige muita hidratação e, para isto, a água é ainda o melhor de que dispomos.

Para os viajantes: As viagens em busca de ondas são famosas entre os surfistas. Entretanto, surge um problema: como e o que comer? Principalmente se o destino for outro país. Neste caso, deve-se tomar cuidado também com alimentos que você não ingere habitualmente e deve-se estar atento às origens dos alimentos tomando cuidado com infecções por alimento contaminados. De uma forma geral, a sua alimentação não precisa ser muito diferente do usual.

Líquidos: A grande movimentação, comum nas viagens, já que todos querem aproveitar cada segundo, pode levar à necessidade de uma melhor hidratação. Isto pode ser um problema se você estiver acampando ou hospedado em algum lugar com poucos recursos, onde a água não seja confiável. A melhor saída é optar pela água mineral, água de côco e/ou frutas suculentas. Estes últimos são ainda grandes fontes de vitaminas e sais minerais que, sem sombra de dúvida, irão ajudá-lo a suportar melhor o estress comum em uma viagem e a melhorar sua performance dentro d'água.

Energia: Talvez o consumo aumentado de frutas variadas suplemente o aumento das necessidades de carboidratos, provável devido às exigências da viagem. Você deve ter atenção: se a frequência de cãibras aumentar, é bom que você faça alongamentos por mais tempo e que melhore sua alimentação, talvez ingerindo mais frutas. Durante a viagem, é importante que você mantenha a ingestão de alimentos-fonte de carboidratos complexos e que você não aumente o consumo de alimentos-fonte de gorduras. Isto pode ser difícil, mas você deve tentar. O aumento no consumo de pães e massas, na tentativa de aumentar o consumo de carboidratos complexos, pode levar à constipação ("prisão de ventre") se você não estiver atento. Se isto ocorrer, pode ser interessante que se beba um copo d'água pela manhã em jejum e um à noite antes de dormir, para ajudar na hidratação das fezes. Se, além disso, você puder substituir os cereais refinados por integrais (rico em fibras) você só terá a lucrar. Em caso de emergência, use ameixas secas, mamão, e/ou farinha de aveia.

Fonte: Folha de São Paulo -Nutricionista Tânia Rodrigues - Especializada em Nutrição do Esporte
 

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