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20/07/2008-22:25:08
Na Crista da Onda
 

FILHOS DA MÃE

Aula de educação moral e cívica, conhecimentos gerais, arte e surf. A relação pode parecer estranha a primeira vista, mas estas são disciplinas básicas da Escolinha de Aprendizes de Surf da Praia de Miami - Filhos da Mãe. O projeto, idealizado pelo professor Francisco Ventura, teve início há dois anos e meio no bairro de Mãe Luiza. O professor explicou que começou os trabalhos sociais com jovens há 20 anos. Inicialmente desenvolvia atividades culturais envolvendo danças juninas onde dirigia a “Quadrilha Filhos da Mãe”.

Posteriormente passou a se dedicar ao Projeto Farol do Futuro, ensinando futebol aos jovens da comunidade. Através da expansão da sua atividade como voluntário passou a doutrinar jovens surfistas e fundou a casa em conjunto com o professor Nelino da Costa. O projeto que no começo contava com 12 inscritos e apenas uma prancha, hoje contabiliza 35 unidades e 105 jovens, dos quais 45 frequentam a casa regularmente. Eles recebem ainda aulas de literatura com estudo de Machado de Assis e Jorge Amado, português, história, geografia e religião. Francisco Ventura explica que a casa funciona a partir das 13h trabalhando as matérias teóricas. A partir das 15h os alunos descem para a praia de Miami, em Areia Preta, para receber aulas de alongamento e educação física antes de encarar as ondas. Nas sextas-feiras são realizadas atividades recreativas onde alunos participam de jogos de xadrez, damas e assistem aos vídeos de surfe de competições internacionais e nacionais. Para participar do projeto é necessário que os inscritos estejam matriculados em uma escola e apresentem uma cópia do boletim com boas notas. Ventura comentou que os alunos que se sobressaem e que estão em nível de competição precisam se dedicar manhã e tarde às ondas. Do mesmo modo têm que complementar o tempo à noite com os estudos.

O professor explica ainda que para fazer parte da casa os alunos devem seguir uma rotina regada a muita disciplina. Eles são os responsáveis pela limpeza da sede,cuidado dos livros e dos objetos como as pranchas, televisão e DVD.

Através dos “padrinhos” o projeto conseguiu se tornar realidade. Todos os equipamentos de mobília da casa foram doados. Além da geladeira e o fogão, pranchas, parafinas, vestimentas e dinheiro para custear as passagens e estadia dos atletas nas competições. A própria sede veio através de uma doação da família Mota.

Os aprendizes não são assistidos pela Prefeitura nem pelo Governo do Estado. Por esse motivo os coordenadores da casa encontram cada vez mais dificuldades em prosseguir com a idéia. Atualmente 15 pranchas estão quebradas, dificultando o exercício prático e os fundamentos básicos dos iniciantes. É uma vergonha o Rio Grande do Norte não contribuir conosco. Temos 25 atletas como semi-profissionais que defendem o nome do estado nas competições nacionais. O trabalho está pronto. Os nossos governantes precisam criar vergonha e olhar para este forte trabalho que nós desenvolvemos e isso está faltando”, desabafa.

Em dois anos e meio de trabalho a escolinha já soma resultados positivos nos eventos esportivos. Ao todo são cerca de 80 troféus e medalhas de primeiro a terceiro lugar nas categorias masculino e feminino. Um exemplo de sucesso são os atletas Jonathas Correia e Emanoel de Souza, patrocinados por marcas nacionais famosas.

fonte: Nominuto.com
 

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